Sentimentos, Raiva, Ódio, Metassentimentos

Segundo o livro "A fonte não precisa perguntar pelo caminho", pág 42:

Explicações muito elucidativas a respeito da raiva no processo da terapia

"Sentimentos intensos como a raiva originam-se frequentemente num ponto em que um movimento foi interrompido precocemente, no qual a criança não pôde prosseguir. Essa raiva protege a criança da dor do amor. É somente o outro lado do amor."

"Se eu, na terapia, deixo que se expresse a RAIVA, repito aquilo que aconteceu outrora, porque o movimento em direção ao pai ou à mãe permanece interrompido. A experiência é repetida, mas não fica resolvida com isso."

"Através dessa raiva nós nos colocamos ilusoriamente acima de nossos pais. Alguns dizem em tal exteriorização de sentimento ao pai ou à mãe: 'eu mato você'. Acreditam, então, em primeiro lugar, que o fizeram e, em segundo lugar, que com isso teriam alcançado algo. Não alcançaram nada com isso. Frequentemente se castigam por isso."

"Quando na terapia alguém quer ficar com raiva dessa forma eu o paro, porque a raiva e nesse momento um sentimento de defesa. Quando ele, então, não pode mais expressar a sua raiva, chega a uma ligação com os sentimentos que estão por trás disso, isto é, com o amor e com a dor. Esses sentimentos estão ligados. Esse amor é muito mais doloroso que a raiva. É o sentimento mais doloroso que existe, pois é vivenciado junto com a sensação de total impotência. Quando expresso a RAIVA, nego a minha impotência. Não a sinto de forma nenhuma."



Sobre o ódio

"O ódio nos prende ao agressor. A vítima está livre do agressor quando se retira."

"Isto é uma forma de RESPEITO. Dessa forma, a vítima fica livre. Esse afastamento do agressor e daquilo que fez para o centro vazio - assim denomino isso - dá força e, de vítima, nos transformamos em protagonistas"